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Archive for Junho, 2013

Existe a chave certa?

Uma vez disseram-me: ” tens a chave que abre o meu coração”, eu achei que isso fosse uma tremenda parvoíce.
Quantas vezes já dissemos ou fizemos alguém dizer aquilo que não queríamos dizer ou ouvir, palavras hoje em dia são mandadas ao ar como balões cheios de hélio, cheios de sol, vazios de sentimentos.
Começo a achar que o amor foi banalizado, que já não existem palavras verdadeiras, que um “Amo-te” é dito por fracos, mas sentido por fortes. Por vezes nem precisamos de o dizer quando o sentimos, um olhar, um beijo, um abraço, são suficientes.
Frases bonitas surgem nos blogs, mas depois…. Ninguém faz ou sente realmente aquilo que está a escrever, desde quando é que se diz amar alguém quando se namora a 6 meses? Desde quando se diz “és o homem da minha vida” e os outros anteriores? Também o foram? Este com certeza não será o último, e se for… ai, logo se poderá dizer ” este foi o homem da vida dela”, depois da morte, depois de nenhum dos membros do casal poder dize-lo.
O meu pai e o meu irmão são os maiores e melhores homens da minha vida, todos os outros… são homens que passaram pela minha vida! Que me mostraram o que é o amor, o que é a paixão, o que é a tesão, o que é a dor e o sofrimento, o que é querer lutar mais, o não querer mas ter de deixar para trás… porque simplesmente a força por vezes acaba, e o amor desvanece, às vezes morre, outras vezes fica sem força para aguentar com determinados acontecimentos da vida.
“Quando um não quer, dois não dançam” quantas vezes já ouvimos isto? Tantas, e a verdade é que é mesmo isto que acontece! 
O inconsciente luta tantas vezes contra algo que nem ele sabe bem o que é, mas acho que no fundo… ele luta contra ele próprio. Até me apetece chorar só de pensar nisto, nas coisas por que já passei para ter a consciência que tenho hoje. Nós somos seres que estamos sempre em constante evolução/crescimento… sinto muito isso comigo! Tive de passar por tudo o que passei para ser a pessoa que sou hoje, como é óbvio que situações más aconteceram, errei muito, erraram muito comigo, mas teve de ser tal e qual como foi para eu saber o que quero, como sei hoje. Muitas coisas boas aconteceram, já vivi o amor e sei a felicidade que ele trás quando chega, mas sei o vazio que ele deixa quando se vai embora… não tenho medo de o encontrar de novo, apenas estou mais preparada… para quando for embora de novo eu conseguir continuar de pé, cabeça erguida e de sorriso na cara, porque no fundo o que interessa somos nós, e se realmente a chave certa existe, um dia, ela vai encontrar o meu coração e eu vou seguir. Dar o amor que tenho aqui para dar…
Ela vai mostrar-me um novo mundo, um mundo de experiências, de partilha e devoção, de família, de afeto, de amor… de tanto amor que me vai fazer sentir realmente feliz.
 
 
 
Não penses na chave certa, pensa apenas no teu coração. Ele um dia vai escolher e ser escolhido, afinal, estamos aqui para que? Viver, ser felizes e crescer com amor a nossa volta (fica atento/a, ás vezes o amor está aqui ao lado e nós nem reparemos nele pxiuuu).

 

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MC.

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